sex. fev 15th, 2019

Chevrolet S10 2.8 LTZ 4X4 CDTI Turbo Diesel Automático

Líder do segmento de picapes médias há 17 anos, com 31.405 unidades emplacadas de janeiro a julho deste ano, a Chevrolet S10 tem participação de 30,8% neste mercado. Mas isso não é motivo para que a marca fique acomodada.

Para a linha 2014, a picape passa a contar com a segunda geração do motor Chevrolet 2.8 turbodiesel 2019, que recebeu importantes melhorias técnicas, que possibilitaram ganho de desempenho, dentre as quais coletor de admissão em plástico, um novo sistema de injeção, pistões redesenhados e um novo sistema de recirculação de gases (EGR).

O coletor de admissão em plástico possui superfícies internas mais lisas e também uma nova geometria, com fluxo otimizado de ar, privilegiando o aumento de torque e potência. O novo sistema de injeção common rail opera em 2.000 bar de pressão e possibilita um expressivo aumento de torque e potência do motor, além de menor nível de emissões. Isso é possível graças a uma melhoria na eficiência na queima do combustível, dentro da câmara de combustão.
O sistema EGR (responsável pela recirculação dos gases de escape), passa agora a ser controlado por um motor de passo – antes era controlado eletronicamente por um sistema a vácuo. Com o aumento da precisão no funcionamento do sistema, a montadora garante que conseguiu reduzir os níveis de emissões dos gases de escape.

À primeira vista, a picape causa boa impressão. A grade dianteira, que é a atual marca registrada dos Chevrolet, lhe caiu bem. Chamam atenção também os faróis de dupla parábola e os cromados na grade, nas maçanetas e nos retrovisores, assim como as rodas de liga leve, aro 17, que equipam a versão LTZ. Por fora, a carroceria é bem acabada. Tem vãos estreitos e de mesma medida em todas as partes, peças plásticas sem rebarbas e pintura perfeita.

Por dentro da melhor Picape

Por dentro, o design também agrada. Assim como a concorrência, a GM deu à S10 um painel de automóvel, com linhas suaves, console central, quarto saídas de ventilação, porta-luvas e volante esportivo. A S10 repete a arquitetura familiar do painel dividido em duas seções (motorista e passageiro). Para os instrumentos, foi buscar inspiração no cupê Camaro, com mostradores redondos em molduras quadradas. No que diz respeito aos materiais, a versão LTZ exibe plásticos de cores e texturas diferentes e apliques que imitam alumínio. Mas a qualidade percebida fica aquém da encontrada no Cruze.

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É fácil achar a posição de dirigir. O banco do motorista tem regulagem elétrica de distância, altura e inclinação do encosto, embora o volante só conte com ajuste da altura. A área envidraçada é ampla e o espaço, generoso. Olhando avaliações antigas de suas rivais, pode-se dizer que o espaço interno da S10 está na média do segmento. Em comparação à VW Amarok, por exemplo, a cabine da Chevrolet é mais estreita (distância para ombros), porém mais longa (distância para pernas). A GM fez questão de caprichar na capacidade de carga, que chega a 1 303 kg, na versão básica – LS, cabine simples, 4×2 e motor flex. Na completa – LTZ, cabine dupla, 4×4 a diesel -, a capacidade é de 1 039 kg.

Como chegou depois – todas as outras picapes médias que estão hoje no Mercado foram lançadas antes -, a GM teve tempo de estudar as rivais e tentar superá-las. Assim, além da capacidade de carga, a S10 é a única que sai de linha com câmbio automático sequencial de seis marchas (ou manual de cinco marchas). O motor diesel poderia ser anunciado como o mais forte do segmento. O Chevrolet 2.8 CTDI (Common-rail Turbodiesel Injection) fornece 180 cv de potência e 47,9 mkgf de torque máximo. No entanto, dias antes da apresentação da S10, a Nissan anunciou que o 2.5 da Frontier, que gerava 172 cv e 41,1 mkgf, ganhou melhorias e passou a render 190 cv e 45,9 mkgf.
O motor Chevrolet tem quatro cilindros, 16V e turbo de geometria continuamente variável, assim como o da Frontier e da Hilux (na Amarok, há duas turbinas). Mas, além disso, ele inova ao introduzir velas aquecedoras, que ajudam nas partidas, e corpo de borboleta, que favorece o fluxo de gases.

Carro de luxo

O resultado desse trabalho apareceu na pista, onde a S10 fez de 0 a 100 km/h em 9,9 segundos, enquanto a média das picapes 4×4 cabine dupla e câmbio automático avaliadas por nós, até hoje, gira em torno dos 13 segundos. Nas medições de consumo, com as marcas de 8,5 km/l na cidade e 11,1 km/l na estrada, a S10 ficou apenas dentro da categoria, em que a campeã, até agora, é a Mitsubishi L200 Triton, com 10,6 e 15,2 km/l de diesel, respectivamente.
Durante a avaliação, rodamos com a S10 no asfalto e também na terra, em uma pista com grau de dificuldade leve para um competidor de ralis, mas desafiador para o comprador típico de uma picape cabine dupla topo de linha. E, nesse cenário, a picape se saiu bem nos trechos de terra fofa, lama e buracos com grande desnível. A tração, que funciona normalmente no modo 4×2 (traseiro), tem engate eletrônico, por meio de seletor localizado no console, para os modos 4×4 e 4×4 reduzida.
Assim como as rivais, nas versões completas, a Chevrolet se parece mais com um carro de luxo. Sua direção é leve e a suspensão garante o conforto. O motor a diesel vibra pouco e não atrapalha uma conversa na cabine. Entre os equipamentos de série, a versão LTZ traz ar-condicionado digital, bancos de couro, som, controle eletrônico de estabilidade e sistema anticapotamento. Como se vê, a S10 voltou ao topo do segmento, como manda o figurino.

O sucesso custou caro para a S10, que, por ter bom desempenho em vendas, ficou de fora das prioridades da fábrica. A GM pensou em manter a S10 antiga em versão única e preço mais baixo, para brigar no segmento das picapes leves, mas, depois de analisar essa estratégia, decidiu aposentar a picape, que já merecia descanso. Nos últimos 16 anos, foram produzidas cerca de 600000 unidades da S10.

As versão LTZ do modelo ganha itens inéditos, como leitor de CD e DVD e um navegador de GPS incorporado ao sistema.

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A versão LTZ da S10 também recebe como itens de série o sensor de estacionamento traseiro e console do teto com porta-óculos. Já a versão LTZ Turbodiesel automática ganha o controle de velocidade em declive e o assistente de partida em aclive, sistemas que auxiliam o motorista em percursos fora de estrada.


Pontos positivos:

A versão vem bem equipada e a caçamba de 1.061 litros serve bem as necessidades de uma viagem. A nova S10 ficou muito mais bonita e versátil.

Pontos negativos:

Um problema crônico da picape da Chevrolet é o excessivo pula-pula, que causa um certo incômodo para os ocupantes.

Sistema MyLink:

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Onde comprar: Concessionárias Chevrolet

Preço: varia de acordo com o modelo do veículo, pacote de opcionais, versão, pintura e localidade.
Prós:
• Tem tela espaçosa;
• Possui integração com o smartphone;
• Oferece configuração do veículo direto no sistema;
Contras:
• Não possui slot para cartões SD;
• Integração com o smartphone ainda é pequena;
• Possui grande restrição para reprodução de vídeo;
O MyLink é útil, e ainda consegue ser bem discreto. Nada de botões chamativos, rodas de volume, etc.  Os únicos botões são de toque, com iluminação azul, e que só ficam azuis quando o carro está ligado ou com a chave no contato. Existem apenas quatro botões: dois de volume, o de ligar e o botão Home.
O sistema nada mais é do que uma tela de 7 polegadas, LCD. Ela é resistiva, mas esse detalhe não atrapalha em nada: a sensibilidade é boa, e não há muito reflexo da tela. As conexões USB e Auxiliar também são discretas: ficam bem abaixo do console central, escondidinhas. Não dá para perceber, de longe, que um pen drive está conectado, por exemplo. A conexão auxiliar é amarela, e fica do lado esquerdo da conexão USB.
Um dos diferenciais do Sistema MyLink em relação aos concorrentes são as funcionalidades. O sistema é repleto de funções, que vão desde ligações até podcasts, usando o smartphone. E não é só isso: a Chevrolet aposentou as opções do veículo no painel central. Agora, a maioria das coisas é feita pelo MyLink, caso preciso é só atualizar.
O sistema é repleto de conectividade, que vai desde o tradicional Bluetooth, até o bom e velho USB.
Como o nome já explica, é a opção de Músicas. Varia desde a opção de Rádio FM até a opção da conexão Auxiliar. Roda WMA, MP3, AAC e AC3. Neste ponto, existe um grande funcional na sincronização com smartphones: ele mostra, inclusive, a capa de álbum da música – até via Bluetooth –, além de ter funções de repetir e aleatório já embutidas. Possui equalizador próprio, permitindo mudar graves, agudos e médios.
Aqui, existe a opção de executar fotos e vídeos de dispositivos USB (nada de fotos ou vídeos via bluetooth). E é um dos primeiros problemas: ele se recusou a ler arquivos WMV e MP4, acusando que o formato era incompatível. Entretanto, de acordo com o guia rápido do sistema, ele aceita os tais formatos.
O sistema aceita atualização de vídeos com resolução máxima de 720 x 576 pixels (Lado x Altura), vídeos com no máximo 30 quadros por segundo (FPS) e aceita os formatos AVI, DivX,  XviD, WMV, MP4 e MPG. Já na parte de codecs, ele aceita DivX, XviD, MPEG-1, MPEG-4 (mpg4, mp42, mp43) e WMV9 (WMV3).

Seu bolso:

Preço (carro testado): R$ 143.990
Desvalorização (1 ano): 12,8%
Garantia: 3 anos
Financiamento (taxa mensal): n/a
Parcela (50% de entrada + saldo em 36x): n/a
Seguro: R$ 4.500
Versão topo de linha: R$ 143.990

Desempenho:

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Aceleração 0- 40 km/h 2s5
Aceleração 0 – 60 km/h 4s8
Aceleração 0 – 80 km/h 7s9
Aceleração 0 – 100 km/h 9s9
Aceleração 0 – 120 km/h 17s8
Aceleração 0 – 140 km/h 27s2
Aceleração 0 – 400 m 18s1
Retomada 40 – 100 km/h 10s5
Retomada 60 – 120 km/h 14s7
Retomada 80 – 120 km/h 9s9
Frenagem 120 – 0 km/h 59,8 m
Frenagem 100 – 0 km/h 42,0 m
Frenagem 80 – 0 km/h 27,1 m
Frenagem 60 – 0 km/h 15,2 m
Frenagem 40 – 0 km/h 6,8 m
Ruído interno 0 km/h 49,3 dB
Ruído interno 50 km/h 57,1 dB
Ruído interno 80 km/h 60,4 dB
Ruído interno 120 km/h 68,8 dB
Consumo urbano (km/l) 8,5 km/l
Consumo rodoviário (km/l) 11,1 km/l

Ficha Técnica:

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