Honda CG 160 2017: preço, consumo e ficha técnica

Com uma trajetória de sucesso, foi o primeiro modelo da marca a ser fabricado no Brasil e desde seu lançamento já são mais de 11 milhões de unidades vendidas nestes 39 anos de existência. Durante os primeiros anos era considerada o “Fusca das motos” pela confiabilidade e baixo custo de manutenção. Atualmente está na 9ª geração. Mas como “se melhorar, melhora”, vamos às novidades!

Como a linha CG é composta de dois modelos, a Fan e a Titan, inicialmente descreveremos o motor e o que também é comum as duas, e em seguida as mudanças específicas de cada. O propulsor é um monocilíndrico com comando de válvulas simples no cabeçote, arrefecido a ar, flex (etanol/gasolina), já em conformidade com a segunda fase do PROMOT4.

Em relação ao anterior, apresenta melhorias que passam pelo eixo balanceiro (que agora vem com dois contrapesos laterais ao invés de um no centro para reduzir vibrações) e pelo aumento de cilindrada de 150 para 162,7 cm³, com o aumento do curso e utilização de um pistão mais leve. O cabeçote e o suporte do comando de válvulas foram redesenhados, simplificando a retirada do eixo de comando. Também houve redução da transmissão primária, mudanças nas relações de marcha, redimensionamento dos discos de embreagem e até o aumento de eficiência do alternador, propiciando o uso de uma bateria de menor amperagem (de 5 para 4 ampères).

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Comparando os valores de potência e torque com etanol, temos 15,1 cv a 8.000 rpm contra 14,3 cv a 8.500 rpm e 1,61 kgfm a 6000 rpm contra 1,45 kgfm a 6500 rpm (comparando o novo 160 com o antigo 150). Segundo o fabricante, nos testes iniciais foi constatado uma economia de 8% no consumo. Em termos de ciclística, com exceção do pneu traseiro da Titan (agora mais largo e com o perfil ligeiramente mais baixo), os demais componentes permaneceram inalterados.

O quadro é do tipo Diamond, no qual o motor integra o conjunto, a suspensão dianteira vem com garfos telescópicos simples, com curso de 135 mm, e a traseira com duplo amortecimento e curso de 106 mm. Os freios são a disco simples na dianteira com diâmetro de 240 mm e a tambor na traseira com 130 mm, sendo que somente a Titan 2017 vem com o CBS (Combined Brake System) que atua simultaneamente com 30% da capacidade de frenagem na dianteira ao se acionar o freio traseiro, reduzindo a distância até a parada e evitando possíveis saídas de traseira.

Fan: O destaque vai para o novo tanque e as rodas de liga leve. O tanque permanece com capacidade de 16,1 litros, mas está mais alto na parte superior e finalmente ganhou a tampa aeronáutica que não fica elevada como a anterior e não precisa ser retirada para abastecimento.

O tanque também conta com um orifício próximo à tampa que permite que o vapor acumulado próximo à mesma se decante e retorne ao reservatório. Já as rodas de liga que substituíram as raiadas são as mesmas da Titan EX 2015, enquanto os pneus permanecem 80/100 na dianteira e 90/90 na traseira. Também mudam a carenagem sobre o tanque, o suporte, as pedaleiras do garupa e o escapamento. Por fim, a carenagem do farol vem agora pintada na cor da moto.

Titan: Em comum com a irmã Fan ela tem o tanque, o suporte, a pedaleira do garupa e o escapamento. No restante, temos rodas de liga leve com novo design, nova carenagem do farol e o painel digital com novo posicionamento das informações no visor e finalmente o conta-giros (falta só o indicador de marcha).

A Titan traz ainda nova carenagem sobre o tanque, com saídas de ar e novo grafismo, novo pedal de freio traseiro (agora por cima do escapamento) e uma nova carenagem traseira, com alças de alumínio maiores para o garupa ou bagagem. O pneu traseiro agora é mais largo, de medidas 100/80, e o novo conjunto traseiro traz luzes de sinalização reposicionadas, mais baixas, próximas à placa e na mesma linha vertical da lanterna.

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Como andam?

Apesar de estreito e curto, o circuito nos permitiu praticar acelerações, frenagens, curvas abertas, uma fechada e passar entre cones. As duas passaram inteira confiança, com engates precisos de marcha, suavidade nos comandos e respostas previsíveis. Devido ao posicionamento do novo motor, as pedaleiras estão um pouco mais baixas, reduzindo a dobra da perna, favorecendo o conforto do condutor.

Quanto ao desempenho comparado ao modelo anterior, não deu para sentir muita diferença, pois era uma moto zero km (160) com uma usada (150). Mas vale lembrar que as respostas da CG já eram pra lá de adequadas ao trânsito urbano, sendo que esta mudança visa principalmente as emissões de poluentes. Não foi uma alteração como a da Pop, por exemplo, que deu um salto ao aposentar o carburador. Mas, sem dúvida nenhuma, as CGs ficaram mais bonitas, equipadas e “limpas”. Ficamos na expectativa para o teste completo em breve.

Quanto custa?

A Fan está disponível nas cores cinza, vermelha e preta no valor de R$ 7.990 e a Titan, nas cores vermelha, branca e preta, a R$ 9.290 – ambas sem frete tendo como base a cidade de São Paulo. Como a nova POP, as CGs vêm com três anos de garantia e custo zero do óleo em sete revisões. Além disso, foi ampliado o intervalo de manutenção e troca de filtros. Seu público alvo é predominantemente masculino, das classe C e D para a Fan e classe C para a Titan, na maioria experientes e, no caso da Titan, que já foram ou são proprietários da CG.

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